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GRIPE SUÍNA:  HORA DE PENSAR NA IMUNIDADE

GRIPE SUÍNA: HORA DE PENSAR NA IMUNIDADE

A infecção pelo Influenza A (H1N1), conhecida como gripe suína, é uma doença respiratória de porcos causada pelo vírus influenza tipo A. Infecções em humanos são incomuns. Os sintomas da gripe suína são semelhantes aos sintomas da gripe comum, e incluem febre, tosse, dor de garganta, dor no corpo, dores de cabeça, tremores e fadiga. Alguns doentes também apresentam vômitos e diarréia. No passado, pneumonias graves, insuficiência respiratória e mortes, foram relacionados à gripe suína em humanos. O contágio se dá de pessoa à pessoa, através de tosse e espirros, ou pelo contato de uma pessoa sã com superfícies contaminadas, ao levar em seguida, a mão aos olhos, boca ou nariz.

A gripe suína está no noticiário e os questionamentos são vários, principalmente o que fazer para não contrair o vírus e, se contraído, como evitar a progressão da infecção para formas mais graves.

Quanto à prevenção das viroses, a sabedoria popular prega uma boa alimentação dentro do famoso “se cuidar para não ficar gripado”. Talvez nossas avós estivessem certas em suas orientações. Em relação à Gripe Suína, veja abaixo como algumas das recomendações sugeridas agora pelo Centro de Controle de Doenças (CDC) dos E.U.A parecem escritas por elas.
“PRIMEIRO E MAIS IMPORTANTE: LAVE AS MÃOS. TENTE MANTER UM BOM ESTADO DE SAÚDE. DURMA BEM, MANTENHA-SE FISICAMENTE ATIVO, CONTROLE O ESTRESSE, BEBA MAIS ÁGUA E COMA ALIMENTOS NUTRITIVOS.”

Em relação aos ALIMENTOS NUTRITIVOS, cabe ressaltar que diversos estudos demonstram que alimentos orgânicos contém níveis mais elevados de diversos nutrientes e de antioxidantes. Também sabemos que esses alimentos são cultivados com severas restrições quanto ao uso de fertilizantes, pesticidas, aditivos alimentares e drogas de uso veterinário. O que nossas avós nem pensavam é que o bom funcionamento do nosso sistema imunológico, o maestro de nossas defesas contra infecções, tumores, etc., pode ser prejudicado por exposição à essas substâncias químicas (e seus subprodutos) utilizadas na indústria e na agricultura modernas. Após a 2ª. Guerra Mundial, 80.000 novas substâncias químicas sintéticas foram lançadas no meio ambiente. A maioria não foi testada quanto ao impacto sobre saúde, desenvolvimento de crianças e ação sobre fetos. Não há testes para avaliar efeitos dessa “salada química”.

O desenvolvimento do sistema imunológico, principalmente durante a vida fetal, repercute amplamente sobre a saúde, tanto na infância como até mesmo na vida adulta. A asma, alergias e deficiências imunológicas podem ser as consequências, a longo prazo, dessas exposições químicas na vida intra-uterina e na infância.

Nos E.U.A., todos os dias:
• 9 entre cada 10 crianças, entre os 6 meses e 5 anos de vida, são expostas à uma combinação de 13 diferentes inseticidas nos alimentos que ingerem.
• Mais de 1 milhão de crianças < 5 anos (1 em cada 20), ingere uma quantidade não segura de inseticidas organofosforados.
Esses contaminantes ambientais afetam o sistema imunológico de várias formas, aumentando a susceptibilidade, por exemplo, a tumores e infecções. Alguns estudos também verificaram atrofia no timo, um orgão do sistema imunológico.

A realidade de outros países, incluindo o nosso, não deve ser muito diferente. O “barulho” da provável pandemia provocada pela gripe suína é compreensível, e todos os esforços devem ser empreendidos pelas autoridades competentes para combatê-la.

Aproveitamos para lembrar que há uma outra “pandemia silenciosa” em curso, provocada pela interação de indivíduos susceptíveis com agentes químicos potencialmente nocivos.

O consumo de alimentos orgânicos desponta então como um meio de “comer alimentos nutritivos”, sem um fardo químico potencialmente imuno-tóxico. Nosso delicado sistema imunológico agradece.

Fontes:
1. Center for Disease Control – Swine flu and you
2. Hotsite da ANVISA
3. Prenatal Exposures to Persistent and Non-Persistent Organic
Compounds and Effects on Immune System Development, 2008 Nordic Pharmacological Society, Basic & Clinical Pharmacology & Toxicology. 102, 146–154

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